segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Perspectiva.

E só porque você é como eu...
Meio perdido assim.
Que achar que pode provar todo mundo, mas no fundo não quer ninguém.
Se quer tanto que esquece de olhar pro lado.
Sei que nosso tempo mora no instante dos nossos olhos.
Por isso não os colocamos muito de frente.
Temos medo de grudar e nunca, nunquinha soltar mais...
Eu volto pro meu país tropical, você diz que um dia vai lá pra me ver...
A gente já se viu tanto e se esconde.
Não te procuro mais porque sei que te conheço.
Você sabe, né?!
Todos os beijinhos, ciao's, todos os desencontros e querer tanto que dê certo.
Eu quero você.
Você quer a dança.
Eu danço.
E, seguimos assim: Somos juntos da madrugada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De frente.

Eu preciso de dois dias.
Sem tocar no assunto, sem nomes, cheiros e lugares.
Dois dias entre minha cama e no máááximo o barzinho mais próximo pra encontrar os amigos.
Dois dias sem memórias, só coisas bobas como esquentar a água pro macarrão ou brigar pra ver quem lava a louça.
Depois disso, garoto.. Não tem pra ninguém!
Essa aqui bem disposta e com o cabelo limpo... Ela é carioca.
Acho que isso basta pra dizer sem precisar explicar.
De lado e ponta cabeça.
Amanhã não tem preguiça, nem pijama... Nada de filminho, Marina!
Tá na hora de pegar esses dias de volta, pode vir frio!
Tô bem quentinha por dentro!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meu.

Não é porque você é mais doce do que deveria, ou porque você já tem que ir.
Ou já foi, né?!
Não é porque você é lindo.. O tipo de lindo universal que todo mundo baba... Eu não babei por você.
É porque você sabe o jeito certo de me olhar...
Não foi de primeira, mas na segunda ou terceira vez...
"Olá, boa tarde... Ela é brasileira, ela é muito bonita!"
Ela não é igual a você, honey! E sim, eu sei... Você baba... É o meu samba!
Tivemos boas tardes e dias... Mas, as noites foram as mais coloridas.
Talvez você tenha sido o primeiro que usou um pronome possessivo comigo e não tenha me incomodado... Por hora temos validade.
Posso ser sua, podia.
Não foi um problema, você e eu nunca seríamos um.
Te ensinei sobre a saudade... Vou senti-la só o suficiente, faça o mesmo por nós!
Sei que te roubo um riso, você também tem os meus.
Hoje não foi a mesma coisa, me faltou por um segundinho você... E seu arzinho de deixar tudo bem. De perguntar de 5 em 5 minutos se está tudo bem... Sempre esteve e mais uns dois dias volta a estar.
Sim, a sua aqui está bem... Tô feliz!
Tenho um pedacinho seu... Leva o mais bonito que te dei... Aquelas palavras e o beijo.
Leva o bairro alto, leva nossos abraços longos e que esquentam, o português embriagado que trocamos, a dança, o rebolado, leva o carinho, o entender com o olho, leva o que você esperou por mim, leva a sua beijo e as promessas que tentamos não fazer, leva tudo que não tivemos tempo de viver e que nos torna perfeitos.
Sim, eu sempre sou atrasada...
Um dia voltamos pra algum lugar que nem fomos.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pra desafogar.

Tenho mania de eternidade.
Sei que é tolice... Preciso aprender a dizer adeus.
Decidi voltar pro meu cantinho... Já sabendo que o cantinho é meu o que eu escolher.
Vou voltar pro colo da mãe, pro abraço do pai e para as brigas com meu irmão.
Poderia ficar mais... Mas, fico.
Fico um pouco nos que eu aprendi a amar.
Estamos nos despedindo... Mas, não estamos sempre?!
Ontem dei tchau para a festa com todos juntos... Daqui pra frente seremos partes.
Hoje dei tchau pra um grande amigo... Já fiz isso muitas vezes e nunca é igual.
Vamos nos ver de novo.
Mas, não na mesma situação... Nunca é.
Essa coisa de morar em cidade pequena... Nos vemos todos, todos os dias.
Um pedacinho de mim vai com cada um, fica.
Não consigo escrever o que eles são pra mim... São uma casa.
E o que deixa tudo mais leve é que descobri que o mundo é pequeno e que a gente se ama... Prematura, intensa e verdadeiramente.
Assim, bem como adolescente que troca pulseirinha...
Trocamos de lugares e aprendemos a aceitar o outro.
Os atrasos das brasileiras, as frases sem sentido do turco, o verbo conjugado errado do gaúcho... Até a comida congelada da Ana a gente engoliu...
Aceitamos que italianos podem ser mais cariocas que muito carioca por aí.
E que o que a gente fala não é o que o outro entende... Isso certamente levo comigo!
E por saber que tá acabando... falamos tudo sempre... Quero ser mais assim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Porque não querer ir embora não significa querer ficar.
Tem como morar no meio do Oceano?!
Muito aperto me toma... Tanta gente lá, tanta gente aqui...
Tanta gente indo e eu já nem sei.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Presente perfeito do indicativo indescritível.

Devagar e parece natural,
Vamos andar abraçados por todas as ruas?
Aproveitar que estamos perto e honestos...
Estamosestamosestamos.
Vou repetir pra ver se o sono fica mais tranquilo.
Pra vê se consigo ficar sem planejar um futuro inteiro,
Que encerra nessas noites frias da nossa Lisboa.
Aqui você vai morar pra sempre pra mim, eu moro aqui pra você também.
E, às vezes ri quando lembrar de mim, tá?
Eu vou conseguir fazer o mesmo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

En cont[r]o

A força que eu faço pra arrancar a pulseirinha da noite anterior é inversamente proporcional a força que eu faço pra entender a gente.
Agora falamos a mesma língua e eu não sei o que dizer.
Dancemos!