sábado, 10 de março de 2012

A verdade é mesmo muito bonita.

Ficar sem escrever é varrer tudo pra de baixo do tapete.
Ok, eu sinto mais tarde.
Escrever revoluciona. É arrumar o quarto, chorar pelos dedos e rir nas vírgulas.
Quando não dá mais pra segurar, escorre.

Cansei e vou, inevitavelmente, me apaixonar de novo.
Está aberta a temporada de caça às borboletas.
Vamos buscar o que queremos deixar livres.
Sê espontâneo e as portas do céu estarão abertas, escancare-se!

Combater as coisas tão mais feias com uma faxina.
Coração, cabelos e agenda: limpos.
Reluzir em silêncio.
As coisas mais importantes não são ditas.

Você é uma visão, um sinal de que algo maior existe e lembrou que eu existo também.
Mudou o tom da vida, os acentos, eu não me sento mais a toa.
Mas, a toa... Eu só me sinto mais.
Voa.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Para uma Martha.

Hoje, uma amiga pediu para ler alguma coisa minha.
Não queria decepcioná-la.
No entanto, os dias têm sido tão cheios de tanta coisa que me faltam letras, frases e rimas.
Quando estamos cheios têm de ter calma pra esvaziar em cores.
Agora, todos os caminhos parecem um só e as certezas tornam-se líquidas.
É verão!
O suor escorre, a cerveja seca e as saudades viram samba.

Martha, realmente acho que " Piru" é um bom nome pra cachorro.
Você está certa em ser feliz, em dividir isso.
Sinto-me grata por ter conhecido alguém assim.
Minha amiga de introdução a computação, escrevo mal... Mas, ando vivido bem.
Espera-me, que pronto voy volver para mais uma festa de amor!
Dessas que nos deixem como tontos... Falando frases emotivas a qualquer hora, por qualquer razão. Sem razão!
<3

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Incrível.

Há um ano atrás eu não esperava nada, isso não mudou.
Desafio a vida a me surpreender, ela tem feito isso muito bem.
Estive com minha mãe no Rio Sena, Ministrei Johrei em Machu Picchu.
Conheci pessoas incríveis.
Aprendi tanto que não acho que seja justo contar. Tem coisas que descobrimos, assim como quem tira um manto transparente dos olhos. Os pés estão molhados, você sente a areia em seus pés, eu senti. Mas, precisei ver a linha do Horizonte pra aprender que limites são meras convenções. E, gente de tudo quanto é canto me deixou ver isso.
Nas suas entranhas, baús e segredos: Suas linhas do Horizonte.
Amo essas pessoas pelos anos que tive em 2011.
Incríveis mesmo.
Até agora me pego pensando se elas são reais ou fruto de mais um sonho.
Vivi um sonho e foi tão real.
Trabalhei.
Trabalhei duro pra me manter sã e muito pouco por um objetivo.
Limpei os sapatos de Rick Martin, Costurei roupas da Britney Spears, Levei gente pra ver a praia pela primeira vez, Escrevi projetos, carreguei caixas, abracei estranhos e isso nem sempre foi um trabalho duro.
Dar é melhor do que receber.
Distribui amor e tenho ele triplicado. Sinto ele quando acordo. Quando recebo mensagens engarrafadas ou sussurradas ao pé do ouvido.
São coisas que duram uma noite inteira ou só uma vida.
Publiquei um texto. M-E-U.
Um dia de cada vez e fiz uma tatuagem depois de passar 18h sem parar dentro do pior ônibus do mundo entre La Paz e Cusco com um motorista contrabandista. Depois da aduana arrancar todas as paredes do ônibus no meio de uma chapada peruana, tive certeza que sei me virar. Todo mundo sabe. Se você ainda não sabe, trate de descobrir logo.
Depois de algumas coisas, outras ficam pequenas. Então, fazer coisas grandes parece natural.
Tá escrito " além" no meu pé... É pra onde ele inevitavelmente vai.
Em qualquer situação, me vi além e sigo.
Reencontrei. E a mim mesma também.
Uma nova eu.
Pronta e renovada.
Pra outros. Isso é meta permanente: olhar pro lado e ver se posso fazer alguma coisa viva mais feliz.
Pra mais...
O que?
Ainda, sinceramente, não sei.
Que fantástico, né?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Meus presentes.

É que hoje depois de tantos meses. (já tem ano?)
Eu decidi ficar online pra ver se eu consigo dizer desse lado, fazer você entender o meu lado, e ficar bem e entender ai do outro lado o que eu me esforço, misturando as línguas que nem temos, dizer.
Sabe eu nasci com algum defeito de fabricação, mas ele só aparece com você. Eu não consigo dizer.
Falo, falo, falo e você às vezes diz e eu falo de novo.
Minha mãe disse que isso é se importar com alguém, se preocupar com o outro, que eu nunca me importei. Achei meio cruel, mas acho que é verdade.
Não sei o porquê, d'eu, uma " dizedora" quase profissional, não funcionar contigo.
Estou aqui fazendo as contas e, talvez aí seja tarde e por isso eu não te encontro. Você mesmo me disse que pra alguém sempre é cedo. O quanto se espera, baby?
Eu que agora sei que sou importante e sei como foi difícil pra você deixar todo aquele sobrepeso de medo e traições e me dizer. Não sei bem o que fazer. Onde se encaixam nuvens, dúvidas, vontades imensas e diferenças? Quando a gente sabe que é nossa hora de ir sem olhar pra trás?
Paciência, você cantou, temos o mundo.
Então ,porque agora ele parece grande demais?
Hoje começo a entender que Oceanos não separam, nem paredes.
Só medos e falta de decisões. Destinos são mudados, mas eu vou ter que pagar o aluguel e queria sua ajuda pra subir com as compras.
Como falar pro meu órgão mais pulsante que não vamos ter isso? Não desse jeito pelo menos. Não vou esbarrar com você na Lapa, e a casa ainda não tá pronta, talvez nem eu esteja. Quando você estiver pronto me deixa saber? Quem sabe assim eu me apronto também ou aprenda a hora certa.
Paciência, paciência.
Temos um tempo e sei que o fuso é mera formalidade.
Estamos no nosso próprio tempo.
Temos um espaço. Onde? ontem quando cai no sono encostada no vidro de algum táxi do centro de São Paulo, dançamos e rimos. Foi bom estar com você de novo.
Naquele quase sono. Em algum sonho.
E aí, nos vemos por meio de parafernálias e a primeira coisa a fazer é rir.
E rimos.
Você existe, eu também. E isso não é incrível?
E eu fico feliz só por você existir.
Por poder brincar de trocar letras, por sentir algo inominável.
Fico feliz por ver seu sorriso em fotos, em vídeo, nas paredes que você ainda não pixou.
Fico feliz quando vou pegar alguma coisa dentro da minha bolsa e você aparece sorrateiro, como quem brinca de polícia e ladrão, me dá um alô e some entre uma aula e a minha agenda que não tem nem tempo pra mim.
Antes de abrir os olhos tem um sorriso tatuado nos meus lábios, esses logo de manhãzinha, são seus. Espero que você possa senti-los. Espero que eles baguncem seus cabelos que não param de crescer. Talvez seja um jeito bom de medir as saudades, os meus cabelos estão chegando a cintura, você ainda não saiu de mim.
Entre um projeto e outro, vou tentar fazer um coletivo contigo, pra gerir o nosso.
Pra falarmos em dois, pra quem sempre quis ser um. Somar com você vai ser difícil, lindo, natural, de olhos fechados, abertos, saltos em água, sem fôlego.
Lembra as gaivotas que tatuei no pé? Logo pego uma carona com elas. Logo deixo que elas me levem até onde já estamos.
Quero férias de tudo, menos de você.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tranquila.

E, o que você vai ler hoje?!
Sabia que tem ursos entrando em extinção, Berlusconi caiu e eu não sei o que vou fazer depois do que você me disse?!
Tenho uma habilidade incrível em construir castelos de areia.
Os decoro com o melhor de mim, uso órgãos, expectativas, crio sonhos, dou pedaços de pele para fazer cortinas.
Alguns móveis são as minhas certezas, permito que elas se movam como você bem preferir.
Certa vez você me disse que queria uma geladeira no banheiro e, eu concordei que poderia ser bom beber água enquanto toma-se banho.
Depois o seu capricho foi nascer em outro país, brincar de ser diferente, e pedir que eu deixasse sólido meu castelo de areia favorito.
Tentei aprender a fazer cimento, procurei técnicos, engenheiros, arquiteto.

Todos me disseram: Que o bonito da areia é poder morar no fundo do mar.

"Deixa o mar levar, compre um escafandro, aprenda a nadar em tormentas, evite tempestades, busque os castelos de areia que lhe fizerem falta, que te fazem sorrir".

Hey, você me faz sorrir sabia?!






Da varanda.

das coisas que não são suficiente:
Sorvete, praia, silêncio, vontade de um.

Sim, tem coisas que nem os calos sabem proteger.
No final da tarde vou rezar pra virar borboletas tatuadas nos cantinhos da minha janela.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E, se um dia você ouvir falar de mim, não esqueça que passa.

ps.: Jaya Magalhães, não consigo comentar suas líricas :/