Lindo!*Foto roubada de Maviane Motta.
Combinamos no não-sentir.
Acordamos com toda a negação inerente que implicaria a relação.
Mas, acordei!
Relação subjetiva.
Do sujeito que não queria com o que não fazia questão.
Então não me venha.
Nem venha.
Nunca venha.
Com importâncias inventadas.
Jogo sujo.
Mentira suja.
De gente suja.
Você.
Sujo.
Sujo de jogo.
Sujo que mancha.
As horas tão bonitas.
Que se perderam com o que acreditei.
Conclusão?
É que especial não são seus sonhos e ideais.
Especiais não são os momentos, histórias, telefones.
A pinta.
Especial sempre de mim.
Sempre de mim
Eu, diferente.
Você mais um.
Capricho.
Erro.
Mentira.
Hoje?
Piada!
Piada azeda.
Tanto quanto.
Quanto fingiu ser.
Tentou ser.
Aceito.
Aceite.
Nunca vai ser.
Questão de dor.
Questão de dar.
Os Vinícius falaram.
Têm sempre um novo amor.
A cada novo amanhecer.
Será possível a falta do que ainda não tive?
Dos lugares que ainda não fui?
Desde muito nova tenho uma ânsia de ver tudo. Ir aonde.
Ficava triste só de imaginar que não haveria tempo. É um pensamento meio estranho demais, incomum demais para uma criança...
Mas o tempo passou...
E, de repente, percebi que alguém, alguma coisa ou eu mesma, criou, criamos, criei um sentido para que essa falta de tempo, vôos, passaportes não significasse falta, desperdício de vida.
É estranho, e pode não fazer muito sentido.
Mas alguns momentos me fazem quem sabe dispensar uma visita ao Uzbequistão.
Algumas pessoas que cruzam meu caminho me mostram que talvez não seja tão necessário assim conhecer todas as ruas de Praga.
Afinal, por mais que eu não tenha na palma de minhas mãos todos os tickets necessários para conhecer o mundo...
Tenho!
Tenho, em alguns instantes, alguns segundos, por dia, semana, mês ou ainda mais esporadicamente, o deleite inenarrável de estar diante de seres tão incríveis quanto se pode ser.
Se pode... Sê!
Se pode... Seja!
E é assim que minha ânsia é controlada.
Entretanto não pensem que desisto de todo o mundo.
Talvez o Uzbequistão fique para uma próxima.
Um amigo diz que eu sou um tanto “menchevique”, no sentido de que busco referências externas para resolver questões internas.
Não sabe ele, nem o resto do mundo, (ou sabem?), que só procura algo quem já achou o que procurava.
Procuro o mundo, por que um dia o encontrei.
Sinto falta do que nunca tive, por que já tive.
E continuo querendo mais tempo, mais vida.
Porque assim foi, assim é...
Continuará sendo?