sábado, 5 de fevereiro de 2011

Meu encontro

5 meses sem colo de mãe.
Não é fácil, mas eis que a filhinha aqui conseguiu.
Não se a custa de muito choro e vela.
Plaquinha na mãe, 6h da manhã, aeroporto.
Conheci duas histórias (lembrei da Karla e a menina de buenos aires)
Uma mulher que está há oito anos aqui sem ir ao Brasil, esperava sua prima ilegal... Passou a noite no aeroporto e eu contei três calmantes no intervalo e 40 minutos.
Às vezes amor deixa a gente nervosa.
Não se se a prima conseguiu.
Imagino que sim e que em uma hora dessas já estão bêbadas de vinho e tanto papo pra por em dia.
Outro um menino com cara de inglês (só mais tarde entendi que era proposital) se aproxima: são brasileiras?!
Siiiiiim!
Contou a história dele: esperava a namorada dele que não via há... uma semana! hehehe
Eles vão morar 6 meses aqui... Mas ela hoje só passaria por Lisboa ruma a Alemanha... Mais uma semana... "Eu precisava vir aqui ver ela... Mas ela não sabe, resolvi quando acordei de madrugada..."
Rimos muito... Atores tem esse dom de encenar coisas incríveis! Que figura! Comprou o sobretudo na liquidação pra parecer com os beatles, mesmo que com o inverno europeu estivesse congelando.
Inverno este que eu toda prosa me gabei de aguentar "só" com três meias agora.
Papo vai papo vem, depois de rir do sotaque do brasiliense: "boto fé!"
Nada dos nossos brasileiros.
Ele vira sem mais: Ah tchau... To sentindo... Minha namorada vai sair agora.
Em 2 segundos a namorada dele sai!!!
SÉRIO! ATÉ AGORA ESTOU CHOCADA!
Não tinha como ele saber!
Não sei vocês, mas eu quero isso.
Não resisti e tirei uma foto do encontro.
Mais um tempo e sai a minha loira.
Que quando viu sua plaquinha começa a chorar e a gritar: É minha filha!
Sim, mãe sou eu.
Mesmo com esses quilinhos a mais, mesmo com essa melanina a menos, mesmo com esses trilhões de anos de coisas que aprendi e senti: Sou a sua!
Choros, abraços e eu rindo de tanto aperto.
Em 2 minutos pareceu que nos vimos ontem e eu já falava dos dez dias que ela virá passar comigo: Oh mãe, não enche! É tempo demais! hahah
Mal sabe ela que isso faz parte da estratégia de matar todas as saudades desses meses.
Ela chora, eu implico.
Ela ama, eu amo mais.

2 comentários:

primaverasdesetembro disse...

Engraçado. Justamente no dia que voltei pra casa. Retornamos então.
A hora da partida é também hora da chegada.
Lindo aqui!


Flores.

Karol Gonçalves disse...

Estou aqui no escritório chorando!