domingo, 18 de dezembro de 2011

Meus presentes.

É que hoje depois de tantos meses. (já tem ano?)
Eu decidi ficar online pra ver se eu consigo dizer desse lado, fazer você entender o meu lado, e ficar bem e entender ai do outro lado o que eu me esforço, misturando as línguas que nem temos, dizer.
Sabe eu nasci com algum defeito de fabricação, mas ele só aparece com você. Eu não consigo dizer.
Falo, falo, falo e você às vezes diz e eu falo de novo.
Minha mãe disse que isso é se importar com alguém, se preocupar com o outro, que eu nunca me importei. Achei meio cruel, mas acho que é verdade.
Não sei o porquê, d'eu, uma " dizedora" quase profissional, não funcionar contigo.
Estou aqui fazendo as contas e, talvez aí seja tarde e por isso eu não te encontro. Você mesmo me disse que pra alguém sempre é cedo. O quanto se espera, baby?
Eu que agora sei que sou importante e sei como foi difícil pra você deixar todo aquele sobrepeso de medo e traições e me dizer. Não sei bem o que fazer. Onde se encaixam nuvens, dúvidas, vontades imensas e diferenças? Quando a gente sabe que é nossa hora de ir sem olhar pra trás?
Paciência, você cantou, temos o mundo.
Então ,porque agora ele parece grande demais?
Hoje começo a entender que Oceanos não separam, nem paredes.
Só medos e falta de decisões. Destinos são mudados, mas eu vou ter que pagar o aluguel e queria sua ajuda pra subir com as compras.
Como falar pro meu órgão mais pulsante que não vamos ter isso? Não desse jeito pelo menos. Não vou esbarrar com você na Lapa, e a casa ainda não tá pronta, talvez nem eu esteja. Quando você estiver pronto me deixa saber? Quem sabe assim eu me apronto também ou aprenda a hora certa.
Paciência, paciência.
Temos um tempo e sei que o fuso é mera formalidade.
Estamos no nosso próprio tempo.
Temos um espaço. Onde? ontem quando cai no sono encostada no vidro de algum táxi do centro de São Paulo, dançamos e rimos. Foi bom estar com você de novo.
Naquele quase sono. Em algum sonho.
E aí, nos vemos por meio de parafernálias e a primeira coisa a fazer é rir.
E rimos.
Você existe, eu também. E isso não é incrível?
E eu fico feliz só por você existir.
Por poder brincar de trocar letras, por sentir algo inominável.
Fico feliz por ver seu sorriso em fotos, em vídeo, nas paredes que você ainda não pixou.
Fico feliz quando vou pegar alguma coisa dentro da minha bolsa e você aparece sorrateiro, como quem brinca de polícia e ladrão, me dá um alô e some entre uma aula e a minha agenda que não tem nem tempo pra mim.
Antes de abrir os olhos tem um sorriso tatuado nos meus lábios, esses logo de manhãzinha, são seus. Espero que você possa senti-los. Espero que eles baguncem seus cabelos que não param de crescer. Talvez seja um jeito bom de medir as saudades, os meus cabelos estão chegando a cintura, você ainda não saiu de mim.
Entre um projeto e outro, vou tentar fazer um coletivo contigo, pra gerir o nosso.
Pra falarmos em dois, pra quem sempre quis ser um. Somar com você vai ser difícil, lindo, natural, de olhos fechados, abertos, saltos em água, sem fôlego.
Lembra as gaivotas que tatuei no pé? Logo pego uma carona com elas. Logo deixo que elas me levem até onde já estamos.
Quero férias de tudo, menos de você.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tranquila.

E, o que você vai ler hoje?!
Sabia que tem ursos entrando em extinção, Berlusconi caiu e eu não sei o que vou fazer depois do que você me disse?!
Tenho uma habilidade incrível em construir castelos de areia.
Os decoro com o melhor de mim, uso órgãos, expectativas, crio sonhos, dou pedaços de pele para fazer cortinas.
Alguns móveis são as minhas certezas, permito que elas se movam como você bem preferir.
Certa vez você me disse que queria uma geladeira no banheiro e, eu concordei que poderia ser bom beber água enquanto toma-se banho.
Depois o seu capricho foi nascer em outro país, brincar de ser diferente, e pedir que eu deixasse sólido meu castelo de areia favorito.
Tentei aprender a fazer cimento, procurei técnicos, engenheiros, arquiteto.

Todos me disseram: Que o bonito da areia é poder morar no fundo do mar.

"Deixa o mar levar, compre um escafandro, aprenda a nadar em tormentas, evite tempestades, busque os castelos de areia que lhe fizerem falta, que te fazem sorrir".

Hey, você me faz sorrir sabia?!






Da varanda.

das coisas que não são suficiente:
Sorvete, praia, silêncio, vontade de um.

Sim, tem coisas que nem os calos sabem proteger.
No final da tarde vou rezar pra virar borboletas tatuadas nos cantinhos da minha janela.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E, se um dia você ouvir falar de mim, não esqueça que passa.

ps.: Jaya Magalhães, não consigo comentar suas líricas :/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ramon`s show

Meu primo está em um reality show.
Até ai nada muda. Não?
Há dois meses chego atrasada toda segunda e sexta... Dias seguinte a exibição do programa.
Fico nervosa, não consigo dormir e xingo todos os outros participantes que ousam fazer alguma coisa contra meu Ramonzinho.
A gente acha que não tem tempo pra nada... Até que alguém que a gente realmente ama precisar da gente.
Não que ele precise agora, porque em tese isso já aconteceu há duas semanas...
E, em tese eu não comeria baratas e nem ficaria 5s de baixo d`'agua...
Mas, eu preciso mesmo dele. Ver se ele está bem, ver como sua força de caráter que, herdamos nos genes, é, assim mesmo,visível a olhos nus.
O Rá é o cara que sempre esteve aqui.
Nunca brigamos, não temos espaço pra isso.
O mais perto que chegamos disso foi quando moramos juntos e uma vez ele pediu pra eu não deixar minha bolsa jogada na sala. (treinando a paciência dele)
Ele limpava a sala, tirava o cabelo do ralo, a comida da pia... Ele não sabia mas eu estava treinando ele!

-Rááá, tem uma barata aqui!

E, lá ia ele matar a pobre... (ou lá ia o pobre matar ela...)

As certezas são líquidas... Alguns dizem que o amor também...
O Ramon - desculpe-me pós-modernidade- ele é sólido!
Independente das tensões da vida, Rá, você já é nosso campeão!
Mas, isso não é nenhuma novidade...
Você já era meu campeão desde sempre...
E, ganhou pontinhos extras quando segurou minha mão, me emprestou o ombro, um pedaço do edredom e se dedicou a me entender, a xingar quem não gostava de mim do jeito certo, a colocar pra correr quem não quis de verdade ficar...
Meu campeão, quando me ligava pra me encontrar no chinês da glória pra dividirmos um yakissoba, ou quando fazia o jantar e lavava a louça... Isso não tem preço e nem tamanho.

E, vamos rir disso?!
Quantos sorrisos você me emprestou quando eu não sabia mais por onde começar? E não sei como se mede... De quantos metros você se lançou?

Queria, hoje, poder te ligar... Já tenho pensado nisso há algum tempo.
Me apavora a idéia de você estar sozinho aí... Ao contrário do que o senso comum acha ou espera nem todo Homem é uma Ilha... E, quando eu tentei ser, você como sempre, prendeu o fôlego e me afogou de lá, me ensinou a respirar de baixo d`'agua.
Queria hoje ser um pouquinho você e te dar o meu fôlego. Falta pouco!
Não falta nada!

Te amo e estamos todos te esperando.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Minha Ma.

Todos temos amores.
Todos temos incertezas.
Precisamos adequar nossos príncipes encantados.
Meu príncipe?
É uma princesa. Me conhece do avesso.
Me conhece a distância, do outro lado do Oceano.
É alguém que está comigo, sempre.
E estar com ela é natural.
Nossas buscas se esbarram e se sentir segura depois de tanta tormenta, é muito bom.
Ela é o tipo de pessoa que está do meu lado, é do meu time mesmo sendo flamengo.
Amar ela é fácil.
Ela é uma parte de mim.
Sentimos juntas, choramos juntas e resolvemos um mundo olhando uma pra outra e rindo.
Foram vinhos, tardes e muito frio.
Foram loucuras.
Foi sonho. Querer o impossível e acreditar.
Não se deixar desistir.
Estar do lado, apoio e vamos!
Obrigada por ser a pessoa certa em todos os momentos certos.
Te amo, meu bem
De muitas e diferentes formas.


sábado, 8 de outubro de 2011

Sobre todas as minhas incertezas, só posso te contar que elas andam piores.
E correm
As esperanças podem ser insustentáveis.
Então, sento com elas... Deitamos e estamos aqui pensando no que fazer.
Esperar ou acontecer?
Nunca não soube como agora.
E, até as belezas me escapam.
Quais são as suas competências?
Quero anúncios em praças públicas, quero registro em cartório, quero verdades inteiras.
Quero não poder mentir, nem pra mim, nem pra você.
Por onde se começa a construir alguma coisa?