quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ramon`s show

Meu primo está em um reality show.
Até ai nada muda. Não?
Há dois meses chego atrasada toda segunda e sexta... Dias seguinte a exibição do programa.
Fico nervosa, não consigo dormir e xingo todos os outros participantes que ousam fazer alguma coisa contra meu Ramonzinho.
A gente acha que não tem tempo pra nada... Até que alguém que a gente realmente ama precisar da gente.
Não que ele precise agora, porque em tese isso já aconteceu há duas semanas...
E, em tese eu não comeria baratas e nem ficaria 5s de baixo d`'agua...
Mas, eu preciso mesmo dele. Ver se ele está bem, ver como sua força de caráter que, herdamos nos genes, é, assim mesmo,visível a olhos nus.
O Rá é o cara que sempre esteve aqui.
Nunca brigamos, não temos espaço pra isso.
O mais perto que chegamos disso foi quando moramos juntos e uma vez ele pediu pra eu não deixar minha bolsa jogada na sala. (treinando a paciência dele)
Ele limpava a sala, tirava o cabelo do ralo, a comida da pia... Ele não sabia mas eu estava treinando ele!

-Rááá, tem uma barata aqui!

E, lá ia ele matar a pobre... (ou lá ia o pobre matar ela...)

As certezas são líquidas... Alguns dizem que o amor também...
O Ramon - desculpe-me pós-modernidade- ele é sólido!
Independente das tensões da vida, Rá, você já é nosso campeão!
Mas, isso não é nenhuma novidade...
Você já era meu campeão desde sempre...
E, ganhou pontinhos extras quando segurou minha mão, me emprestou o ombro, um pedaço do edredom e se dedicou a me entender, a xingar quem não gostava de mim do jeito certo, a colocar pra correr quem não quis de verdade ficar...
Meu campeão, quando me ligava pra me encontrar no chinês da glória pra dividirmos um yakissoba, ou quando fazia o jantar e lavava a louça... Isso não tem preço e nem tamanho.

E, vamos rir disso?!
Quantos sorrisos você me emprestou quando eu não sabia mais por onde começar? E não sei como se mede... De quantos metros você se lançou?

Queria, hoje, poder te ligar... Já tenho pensado nisso há algum tempo.
Me apavora a idéia de você estar sozinho aí... Ao contrário do que o senso comum acha ou espera nem todo Homem é uma Ilha... E, quando eu tentei ser, você como sempre, prendeu o fôlego e me afogou de lá, me ensinou a respirar de baixo d`'agua.
Queria hoje ser um pouquinho você e te dar o meu fôlego. Falta pouco!
Não falta nada!

Te amo e estamos todos te esperando.

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